JOVEM,
Publicado em 07/08/2012
Dom Eduardo destaca a importância da JMJ neste mês vocacional
Neste mês de agosto, Dom Eduardo Pinheiro da Silva, Presidente
da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude (CEPJ) dirige por meio
de uma carta um apelo a todos os padres. Neste documento ele afirma que
“todos são responsáveis por promover uma verdadeira ‘cultura
vocacional’” na Igreja e neste sentido, “a JMJ nos presenteia com este
clima favorável para se trabalhar a questão vocacional”. Leia na íntegra
a carta.
Brasília, 01 de agosto de 2012.
Caros irmãos Párocos e Administradores Paroquiais,
Vigários Paroquiais e demais Presbíteros.
Não temos dúvidas de que a JMJ, além do benefício para o impulso da
evangelização da juventude, traz, para o jovem, um profundo
questionamento a respeito do sentido da vida. Cada uma de nossas
Paróquias e Comunidades é chamada a aproveitar deste momento ímpar de
nossa história, garantindo condições favoráveis às novas gerações para
que elas possam responder com alegria ao chamado de Deus: “Desejo
que as Igrejas locais, nas suas várias componentes, se tornem ‘lugar’ de
vigilante discernimento e de verificação vocacional profunda,
oferecendo aos jovens e às jovens um acompanhamento espiritual sábio e
vigoroso. Deste modo, a própria comunidade cristã torna-se manifestação
do amor de Deus, que guarda em si mesma cada vocação.”(Bento XVI, 49º. Dia Mundial de Oração pelas Vocações)
Estamos entrando no mês vocacional – Agosto. O que nossas Comunidades
estão preparando, à luz da JMJ, para que cada adolescente e jovem
receba a ajuda adequada para o seu discernimento vocacional? Nenhum
deles deveria passar pelas nossas catequeses, encontros, grupos,
organizações sem receber este auxílio que faz a diferença na sua
realização pessoal, no dinamismo eclesial, na realidade social.
Todos são responsáveis por promover uma verdadeira ‘cultura
vocacional’ em nossos ambientes. O apelo vocacional da JMJ nos
questiona:
ü nossa Catequese tem atraído as novas gerações para a reflexão vocacional?
- nossos jovens são apaixonados discípulos missionários de Jesus Cristo?
- como promovemos a vocação matrimonial na cultura juvenil atual?
- quantas vocações sacerdotais, religiosas e missionárias estão surgindo na paróquia?
- os jovens conhecem a vocação do/a leigo/a consagrado/a e da vida monástica?
Não nos esqueçamos: uma Comunidade que não suscita vocações para a
continuidade de sua missão é estéril. Somos ou não somos fecundos em
nossas palavras, atividades e testemunhos? Entre tantas propostas,
desafiemos nossas Comunidades em suscitar, anualmente, ao menos uma
vocação para a vida sacerdotal ou religiosa.
A JMJ nos presenteia com este clima favorável para se trabalhar a
questão vocacional. Não percamos tempo nem privemos nossos jovens deste
seu ‘direito existencial’! Os jovens estão motivados a uma entrega mais
radical a favor de Jesus Cristo e do seu Evangelho. O que lhes
oferecemos? Abramos nossos olhos! Ousemos propostas cativantes! Não
tenhamos receio de fazer nossas, as vibrantes palavras de nosso Papa
Bento XVI: “Queridos jovens, não tenham medo do chamado de Cristo
para a vida religiosa consagrada, monástica, missionária ou ao sacerdócio. Estejam
certos que Ele enche de alegria aquele que, dedicando a vida nesta
perspectiva, responde ao seu envio deixando tudo para permanecer com Ele
e dedicar-se de coração inteiramente a serviço dos outros. Do mesmo
modo, grande é alegria que Ele reserva ao homem e à mulher que se doa
totalmente um ou outro em matrimônio para constituir uma família e
tornar-se sinal do amor de Cristo por sua Igreja.” (27º. Dia Mundial da Juventude)
Maria, modelo de busca e resposta vocacional, inspire nossos corações
a favor dos jovens que anseiam por uma vida com sentido. Confiemos a
ela nossa própria vocação para que os jovens se sintam motivados com o
nosso testemunho de alegres discípulos missionários de Jesus Cristo.
Confiemos a ela, principalmente, as vocações que Deus está suscitando em
nosso meio por ocasião da Jornada Mundial da Juventude – Rio 2013.
Dom Eduardo Pinheiro da Silva, sdb
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude (CEPJ)
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