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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Papa Francisco ser huma-nado e ilumi-nado
Amigas e Amigos!
Manifesto minha solidariedade e me
coloco ao lados das pessoas idosas para que tenham
vida e dignidade. Que o Dia Nacional e Internacional
da Pessoa Idosa seja comemorado com atitudes concretas
que nos coloca ao lado de muitas pessoas idosas. Tenho
aprendido muito com as pessoas idosas com que tenho
contatos constantes, louvado seja Deus por essas
pessoas. Apresento em anexo o cartaz do Dia do Idoso e
também a Cartilha e vídeo com importantes chamadas do
Estatuto do Idoso, que completa 10 ANOS neste 1º de
Outubro.
Leia atentamente este discurso do papa
Francisco na terra de seus pais, na ilha da Sardenha.
Ele tem sensibilidade para com os idosos e me vejo em
sua reflexão sobre a situação do desempregado. Papa
Francisco, tenha as forças e graças para realizar as
mudanças que urgem em seu coração e mente. Papa
Francisco, Deus o proteja sempre. Repasso a mensagem
que recebi de uma amiga bem idosa - para recordar a
galinha e a águia.
Com fraternura, Paulo
Discurso
do Papa domingo, 22 de setembro em
Cagliari, Sardenha.
E após
ouvir as pessoas, o Papa pronuncia o seu
primeiro discurso na ilha da Sardenha,
entre as ovações dos presentes. Com gesto
sério e concentrado.
“Esta
visita começa exatamente com vocês, o mundo
do trabalho”.
“Desejo
expressar-lhes, sobretudo, a minha
proximidade, especialmente diante da
situação de sofrimento de tantos jovens sem
trabalho”.
E o Papa
deixa de lado os papéis, improvisa e se
emociona:
“Meu pai,
jovem se foi para a Argentina, cheio
de esperança para fazer as Américas e
sofreu a terrível crise e perdeu tudo. Eu
ouvi na minha infância falar desta época na
minha casa, ouvi na minha casa falar desse
sofrimento, que conheço bem”.
“Peço-lhes
coragem. E que esta palavra não seja uma
palavra bonita, mas passageira. Não seja
apenas o sorriso de um empregado cordial da
Igreja, que vem e lhes diz: coragem! Não,
não quero isto”.
“Esta é a
segunda cidade que visito na Itália:
as duas são ilhas. Na primeira, vi o
sofrimento de tantas pessoas que buscam,
arriscando a vida, dignidade, pão e saúde.
São os refugiados”.
“E vi a
resposta daquela cidade que, sendo uma ilha,
não quer se isolar e recebe os refugiados,
os faz seus e dá um exemplo de acolhida”.
“Aqui,
também encontro sofrimento, que enfraquece
vocês e acaba roubando suas esperanças. Um
sofrimento, a falta de trabalho, que leva
(perdoem-me por estas duras palavras, mas é
a verdade) vocês a se sentirem sem
dignidade. Onde não há trabalho falta a
dignidade”.
“E este
não é um problema só da Sardenha,
da Itália, da Europa. É a consequência de
um sistema econômico que conduz a esta
tragédia. Um sistema econômico que coloca
no centro um ídolo, que se chama dinheiro.
E Deus quis que, no centro, no centro do
mundo, não estivesse um ídolo, mas o homem
e a mulher, que levam adiante o mundo com
o seu trabalho”.
“Neste
sistema sem ética, no centro, há um ídolo
e o mundo tornou-se idólatra do dinheiro”.
“E para
defender este ídolo ajudam o centro e
provocam a queda dos extremos mais
frágeis: os idosos... Este mundo não é
feito para eles... eutanásia escondida...
E caem também os jovens, que não encontram
trabalho”.
“Este
mundo não tem futuro, porque as pessoas
não têm dignidade sem trabalho. Este é o
seu sofrimento”.
“É uma
oração: trabalho, trabalho, trabalho.
Trabalho quer dizer levar o pão para casa,
amar, dignidade...”.
“E para
defender este sistema idolátrico
instala-se a cultura do descarte:
descartam-se os idosos e os jovens”.
“Queremos
um sistema justo. Não queremos este
sistema econômico globalizado que nos
causa tantos prejuízos. No centro, devem
estar a mulher e o homem, não o dinheiro”.
“Eu havia
escrito algumas coisas para vocês, mas, ao
vê-los pessoalmente, me vieram estas
palavras. Entregarei ao bispo o meu
discurso. Preferi dizer-lhes o que me sai
do coração ao ver vocês neste momento”.
“É fácil
dizer não percam a esperança. Não se
deixem roubar a esperança. A esperança é
como as brasas sob as cinzas. Ajudemo-nos
com a solidariedade, soprando, para que
venha a esperança...”.
“Devemos
acalentar a esperança coletivamente. A
esperança é coisa de todos”.
“Mas
sejamos astutos. O Senhor nos adverte que
os ídolos são mais astutos que nós.
Convida-nos a ter a astúcia da serpente e
a bondade da pomba. Chamemos as coisas
pelo seu nome. Lutemos para que no centro
esteja não um ídolo, mas a família
humana”.
“Gostaria
de terminar rezando com todos vocês, em
silêncio. Direi o que vai brotando do
meu coração. Em silêncio rezem comigo:
Senhor Deus, olha-nos.
Olha esta cidade e esta ilha.
Olha as nossas famílias.
Senhor, não te faltou o trabalho de carpinteiro. Foste feliz.
Senhor, falta-nos trabalho.
Os ídolos querem roubar-nos a dignidade.
O sistema injusto quer roubar-nos a esperança.
Senhor, não nos deixe sozinhos.
Ajuda-nos a nos ajudar entre nós.
Que deixemos o egoísmo e sintamos no coração a força do povo que quer seguir em frente.
Senhor Jesus, que não nos falte o trabalho; dá-nos trabalho e ensina-nos a lutar pelo trabalho.
Muito obrigado e rezem por mim”.
Senhor Deus, olha-nos.
Olha esta cidade e esta ilha.
Olha as nossas famílias.
Senhor, não te faltou o trabalho de carpinteiro. Foste feliz.
Senhor, falta-nos trabalho.
Os ídolos querem roubar-nos a dignidade.
O sistema injusto quer roubar-nos a esperança.
Senhor, não nos deixe sozinhos.
Ajuda-nos a nos ajudar entre nós.
Que deixemos o egoísmo e sintamos no coração a força do povo que quer seguir em frente.
Senhor Jesus, que não nos falte o trabalho; dá-nos trabalho e ensina-nos a lutar pelo trabalho.
Muito obrigado e rezem por mim”.
E as
pessoas, na praça, choram, após ouvir o
discurso do Papa contra o sistema
capitalista injusto. Um discurso
improvisado, que brotou do coração de pai.
Sem lugares comuns. Com denúncia clara e
contundente. E com o anúncio da esperança e
da luta comum para reconquistar a esperança.
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Entrevista ou, melhor dizendo, tentativa de fazer o cardeal Bergoglio entrar numa “saia justa”
Se você puder repassar esta história,
que reflete o
pensamento de
Sua Santidade.
REZEMOS MUITO PELO PAPA, PARA QUE ELE
POSSA LEVAR A
CABO
A MISSÃO QUE O SENHOR LHE CONFIOU.
Entrevista feita com o atual Papa
quando ele era
o então
cardeal
Bergoglio, na
Argentina.
Na realidade foi uma emboscada
realizada pelo
jornalista
Chris Mathews
da MSNBC, mas
Bergolio
encurralou
Mathews de tal
forma que a
entrevista
nunca foi ao
ar, porque,
ao perceber que seu plano havia
falhado,
Mathews
arquivou o
vídeo.
Porém, um estudante de Notre Dame,
que prestava
serviços
sociais na
MSNBC,
apoderou-se dele e o deu para seu
professor.
O destaque da entrevista é a
discussão
sobre a
pobreza.
A entrevista começou quando o
jornalista,
tentando
embaraçar o
Cardeal,
perguntou-lhe
o que ele
pensava sobre
a pobreza no
mundo.
O cardeal respondeu:
" - Primeiro na Europa e agora nas
Américas,
alguns
políticos têm
se dedicado a
endividar as
pessoas,
fazendo com
que fiquem
dependentes.
- E para quê? Para aumentar o seu
poder. Eles
são grandes
especialistas
em criação de
pobreza e isso
ninguém
questiona. Eu
me esforço
para lutar
contra esta
pobreza.
- A pobreza tornou-se algo natural e
isso é ruim.
Minha tarefa é
evitar o
agravamento de
tal condição.
As ideologias
que produzem a
pobreza devem
ser
denunciadas. A
educação é a
grande solução
para o
problema.
- Devemos ensinar as pessoas como
salvar sua
alma, mas
ensinar-lhes
também a
evitar a
pobreza e a
não permitir
que o governo
os conduza a
esse estado
lastimável "
Mathews ofendido pergunta: - O senhor
culpa o
governo?
" - Eu culpo os políticos que buscam
seus próprios
interesses.
Você e seus
amigos são
socialistas.
Vocês
(socialistas)
e suas
políticas, são
a causa de 70
anos de
miséria, e são
culpados de
levar muitos
países à beira
do colapso.
Vocês
acreditam na
redistribuição,
que é uma das
razões para a
pobreza. Vocês
querem
nacionalizar o
universo para
poder
controlar
todas as
atividades
humanas. Vocês
destroem o
incentivo do
homem, até
mesmo para
cuidar de sua
família, o que
é um crime
contra a
natureza e
contra Deus.
Esta vossa
ideologia cria
mais pobres do
que todas as
empresas que
vocês
classificam de
diabólicas”.
Replica Mathews: - Eu nunca tinha
ouvido nada
parecido de um
cardeal.
" - As pessoas dominadas pelos
socialistas
precisam saber
não têm que
ser pobres"
Ataca Mathews: - E a América Latina?
O senhor quer
negar o
progresso
conseguido?
"O império da dependência foi criado
na Venezuela
por Hugo
Chávez, com
falsas
promessas e
mentindo para
que se
ajoelhem
diante de seu
governo. Dando
peixe ao povo,
sem lhes
permitir
pescar. Se na
América Latina
alguém aprende
a pescar é
punido e seus
peixes são
confiscados
pelos
socialistas. A
liberdade é
castigada.
- Você fala de progresso e eu falo de
pobreza. Temo
pela América
Latina. Toda a
região está
controlada por
um bloco de
regimes
socialistas,
como Cuba,
Argentina,
Equador,
Bolívia,
Venezuela,
Nicarágua.
Quem vai
salvá-los (a
América
Latina) dessa
tirania?"
Acusa Mathews: - O senhor é um
capitalista.
" - Se pensarmos que o capital é
necessário
para construir
fábricas,
escolas,
hospitais,
igrejas,
talvez eu seja
capitalista.
Você se opõe a
este
raciocínio?"
- Claro que não, mas o senhor não
acha que o
capital é
retirado do
povo pelas
corporações
abusivas?
- "Não, eu acho que as pessoas,
através de
suas escolhas
econômicas,
devem decidir
que parte do
seu capital
vai para esses
projetos. O
uso do capital
deve ser
voluntário. Só
quando os
políticos se
apropriam
(confiscam)
esse capital
para construir
obras públicas
e para
alimentar a
burocracia é
que surge um
problema
grave. O
capital
investido
voluntariamente
é legítimo,
mas o que é
investido com
base na
coerção é
ilegítimo ".
- “Suas idéias são radicais”, diz o
jornalista.
- "Não. Há anos Khrushchev advertiu:
"Não devemos
esperar que os
americanos
abracem o
comunismo, mas
podemos ajudar
os seus
líderes com
injeções de
socialismo,
até que, ao
acordar, eles
percebam que
abraçaram o
comunismo".
Isto está
acontecendo
agora mesmo no
antigo bastião
da liberdade.
Como os EUA
poderão salvar
a América
Latina, se
eles próprios
se tornarem
escravos de
seu governo? "
Mathews diz: - “Eu não consigo
digerir
(aceitar) tal
pensamento”.
O cardeal respondeu: - "Você está
muito irritado
porque a
verdade pode
ser dolorosa.
Vocês (os
socialistas)
criaram o
estado de
bem-estar que
consiste
apenas em
atender às
necessidades
dos pobres,
pobres esses
que foram
criados por
vocês mesmos,
com a vossa
política. O
estado
interventor
retira da
sociedade, a
sua
responsabilidade.
Graças ao
estado
assistencialista,
as famílias
deixam de
cumprir seus
deveres para
obterem o seu
bem-estar,
incluindo as
igrejas. As
pessoas já não
praticam mais
a caridade e
veem os pobres
como um
problema de
governo.
- Para a igreja já não há pobres a
ajudar, porque
foram
empobrecidos
permanentemente
e agora são
propriedade
dos políticos.
E algo que me
irrita
profundamente,
é o fato dos
meios de
comunicação
observarem o
problema sem
conseguir
analisar o que
o causa. O
povo empobrece
e logo em
seguida, vota
em quem os
afundou na
pobreza ".
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Papa convoca dia jejum pela Paz na Síria
VATICANO, 01 Set. 13 / 05:56 pm (ACI).- O Papa Francisco anunciou
hoje, em suas palavras prévias à oração do Ângelus, a
convocatória a toda a Igreja para um dia de jejum e
oração pela paz na Síria, no Oriente Médio e no mundo
inteiro.
"Irmãos e irmãs, decidi convocar
para toda a Igreja, no próximo dia 7 de setembro,
véspera da Natividade de Maria, Rainha da Paz, um dia
de jejum e de oração pela paz na Síria, no Oriente
Médio, e no mundo inteiro", disse.
"Convido também a unir-se a esta
iniciativa, no modo que considerem mais oportuno, os
irmãos cristãos não católicos, aqueles que pertencem a
outras religiões e os homens de boa vontade".
"No dia 7 de setembro, na Praça
de São Pedro, aqui, das 19h até as 24h, nos reuniremos
em oração e em espírito de penitência para invocar de
Deus este grande dom para a amada nação síria e para
todas as situações de conflito e de violência no
mundo".
O Papa exclamou que "a humanidade
precisa ver gestos de paz e escutar palavras de
esperança e de paz!".
"Peço a todas as Igrejas
particulares que, além de viver este dia de jejum,
organizem algum ato litúrgico por esta intenção".
Fonte: http://www.acidigital. com
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Recado que o Papa Francisco passou aos Bispos
Oficialmente, a primeira encíclica do Papa Francisco intitula-se Lumen Fidei, e foi publicada no começo de julho passado. Mas ela foi escrita principalmente por Bento XVI; Francisco contentou-se em lhe acrescentar uma espécie de posfácio. Na realidade, o papa trabalhava em outros textos, aqueles que iria pronunciar na Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e, especialmente, em dois discursos fundamentais, endereçados aos bispos, que ficaram um pouco perdidos no meio da massa de palavras endereçadas aos jovens durante a JMJ…
No sábado, 27 de julho, aos bispos brasileiros, o Papa Francisco abordou questões difíceis e exigentes do domínio da pastoral, em um texto muito forte. Na manhã seguinte, ele ampliou seu propósito através de uma alocução aos bispos vindos de toda a América Latina. O conjunto desses dois discursos constitui uma espécie de encíclica “oficiosa”, verdadeiro programa para o pontificado, cujo fio condutor é uma autocrítica severa e o apelo à conversão da instituição. O veredicto é claro, mesmo sob a forma de eufemismo: “Estamos um pouco atrasados no que se refere à Conversão Pastoral”.
1. Quebrar o tabu em relação às mulheres e o cisma silencioso dos decepcionados com a Igreja
Como nenhum Papa antes dele, Francisco se confronta com a dolorosa questão dos católicos que abandonaram a Igreja, fenômeno atestado na América Latina, mas que é conhecido de todos os países, especialmente os europeus, nos últimos 50 anos. Ele evoca assim “o mistério difícil das pessoas que abandonaram a Igreja” e se deixaram seduzir por outras propostas.
Esta questão, considerada tabu durante muito tempo, é a ocasião para uma severa autocrítica: “Talvez a Igreja lhes apareça demasiado frágil, talvez demasiado longe das suas necessidades, talvez demasiado pobre para dar resposta às suas inquietações, talvez demasiado fria para com elas, talvez demasiado auto-referencial, talvez prisioneira da própria linguagem rígida, talvez lhes pareça que o mundo fez da Igreja uma relíquia do passado, insuficiente para as novas questões; talvez a Igreja tenha respostas para a infância do homem, mas não para a sua idade adulta”.
O Papa acusa a Igreja de ser de tal maneira exigente em seus “padrões” que desencoraja o conjunto das pessoas: “muitos buscaram atalhos, porque se apresenta demasiado alta a ‘medida’ da Grande Igreja. Também existem aqueles que reconhecem o ideal do homem e de vida proposto pela Igreja, mas não têm a audácia de abraçá-lo. Pensam que este ideal seja grande demais para eles, esteja fora das suas possibilidades; a meta a alcançar é inatingível”.
Uma Igreja chata, rígida, fria, centrada no seu umbigo! Nunca Bento XVI e João Paulo II fizeram semelhante autocrítica.Bergoglio não tem medo de dizer a verdade ao pensar em todos esses que se afastaram dela: “Perante esta situação, o que fazer? Necessitamos de uma Igreja que não tenha medo de entrar na noite deles. Precisamos de uma Igreja capaz de encontrá-los no seu caminho. Precisamos de uma Igreja capaz de inserir-se na sua conversa. Precisamos de uma Igreja que saiba dialogar com aqueles discípulos, que, fugindo de Jerusalém, vagam sem meta, sozinhos, com o seu próprio desencanto, com a desilusão de um cristianismo considerado hoje um terreno estéril, infecundo, incapaz de gerar sentido. (…) Hoje, precisamos de uma Igreja capaz de fazer companhia, de ir para além da simples escuta”.
O Papa não hesita em tocar em outro assunto tabu na instituição: o lugar das mulheres: “Não reduzamos o empenho das mulheres na Igreja; antes, pelo contrário, promovamos o seu papel ativo na comunidade eclesial. Se a Igreja perde as mulheres, na sua dimensão global e real, ela corre o risco da esterilidade”. Embora a menção seja lapidar, é a primeira vez que um Papa reconhece que a Igreja perdeu parte da sua credibilidade em relação às mulheres.
A solução passa, segundo o Papa, pelo exercício da maternidade da Igreja, isto é, pelo exercício da misericórdia. “Ela gera, amamenta, faz crescer, corrige, alimenta, conduz pela mão… Por isso, faz falta uma Igreja capaz de redescobrir as entranhas maternas da misericórdia. Sem a misericórdia, temos hoje poucas possibilidades de nos inserir em um mundo de ‘feridos’, que têm necessidade de compreensão, de perdão, de amor”. Nesse campo, há progressos a realizar: “Num hospital de campanha a emergência é curar as feridas”.
A outra dimensão é a empatia afetiva e a proximidade: “Eu gostaria que hoje nos perguntássemos todos: Somos ainda uma Igreja capaz de aquecer o coração?”.
2. A reforma da Igreja a partir da missão, e não da burocracia ou da ideologia
Verdadeiramente, o Papa defende “toda uma dinâmica de reforma das estruturas eclesiais” que se tornaram obsoletas. Mas, cuidado! A reforma deve ser feita a partir de um critério específico: a missão, e não a sofisticação administrativa… A “mudança das estruturas” (das caducas para as novas) não é “fruto de um estudo de organização do sistema funcional eclesiástico. (…) O que derruba as estruturas caducas, o que leva a mudar os corações dos cristãos é justamente a missionariedade”.
Encontramos aqui, na alocução do Papa Francisco aos bispos latino-americanos, uma reflexão de fundo que já é aquela de alguns bispos europeus, que apelam a uma verdadeira conversão pastoral, e que o Papa apresenta sob a forma de um verdadeiro exame de consciência. O Papa exorta a uma revolução pastoral mais que administrativa. O Papa denuncia o funcionalismo que “olha para a eficácia”, que se deixa fascinar pelas estatísticas e “reduz a realidade da Igreja à estrutura de uma Ong”.
A partir daí, o Papa Francisco define as “tentações do discípulo missionário”, situando, como bom jesuíta, o desafio sob a perspectiva do discernimento, e, portanto, do combate espiritual contra “o espírito mau” que leva à “ideologização” da mensagem evangélica. Ele lista quatro desvios, agrupando dois a dois os extremos, progressistas e conservadores:
A redução socialista, “uma pretensão interpretativa com base em uma hermenêutica de acordo com as ciências sociais”. Ela recobre os campos mais variados: do liberalismo de mercado às categorias marxistas;
A ideologização psicológica. Trata-se de uma aproximação “elitista” que reduz o encontro com Cristo a uma dinâmica de autoconhecimento, sem transcendência;
A proposta gnóstica, dos reformistas inspirados no “Iluminismo”. O Papa explicou que ele recebia, desde o começo do pontificado, cartas de fiéis, pedindo pelo “casamento dos sacerdotes e a ordenação das boas irmãs”, mas que a reforma necessária da Igreja, segundo ele, não se situa neste nível.
A proposta pelagiana, aqueles católicos que procuram “uma restauração de condutas e formas superadas” ou uma “segurança” doutrinal e disciplinar.
3. Dar vida à colegialidade com os leigos e a descentralização em relação a Roma
Francisco recorda a importante valorização dos leigos na missão: “Nós, Pastores Bispos e Presbíteros, temos consciência e convicção da missão dos fiéis e lhes damos a liberdade para irem discernindo, de acordo com o seu caminho de discípulos, a missão que o Senhor lhes confia? Apoiamo-los e acompanhamos, superando qualquer tentação de manipulação ou indevida submissão? Estamos sempre abertos para nos deixarmos interpelar pela busca do bem da Igreja e pela sua Missão no mundo?”. O Papa também pediu aos bispos para confiar no “talento” de seu rebanho “para encontrar novas rotas”. Ao diabo a autocracia: “O bispo deve guiar, o que não é o mesmo que dominar”.
Ecoando o que vem dizendo desde a sua eleição, o Papa denuncia o clericalismo: “Na maioria dos casos, trata-se de uma cumplicidade pecadora: o pároco clericaliza e o leigo lhe pede por favor que o clericalize, porque, no fundo, lhe resulta mais cômodo”.
Como solução, o Papa recorda a importância dos conselhos: “Tanto estes como os Conselhos paroquiais de Pastoral e de Assuntos Econômicos são espaços reais para a participação laical na consulta, organização e planejamento pastoral? O bom funcionamento dos Conselhos é determinante. Acho que estamos muito atrasados nisso”.
Ansiosamente aguardado sobre o tema da colegialidade entre bispos, Francisco reabilita a vitalidade local, em detrimento de uma abordagem centrada em Roma. Rompendo com a visão de seus predecessores, que desafiaram a autonomia das estruturas nacionais, o Papa Francisco valoriza as “Conferências Episcopais” como “um espaço vital”: “Faz falta, pois, uma progressiva valorização do elemento local e regional. Não é suficiente a burocracia central, mas é preciso fazer crescer a colegialidade e a solidariedade; será uma verdadeira riqueza para todos”.
Esta visão confirma a atitude de Francisco em sua vontade de realinhar o papado como serviço da unidade. Ele se considera primeiro como bispo, em vez de Papa, como ele lembrou várias vezes no Rio, seja aos jovens, seja aos bispos: “Eu gostaria de falar de bispo para bispo”, confidencia aos seus interlocutores do CELAM.
Não é mera coincidência se o Papa aborda, em sua “encíclica oculta”, questões de método de trabalho. Ele lembrou que o encontro dos bispos latino-americanos (CELAM), em Aparecida, em 2007, não foi construído a partir do método romano usado em outros encontros do CELAM, e em Sínodos Romanos, ou seja, o método do Instrumentum laboris. Com este jargão se denomina o documento que define o tom dos debates, cujo conteúdo tem a tendência de bloquear os debates subsequentes. O Papa implora por intercâmbios a partir de uma consulta às bases, sem esquemas pré-mastigados pela burocracia eclesial. Isto já foi uma exigência dos Padres do Concílio Vaticano II, em sua abertura.
4. Retomar o diálogo com o mundo atual
Sem rodeios, o Papa voltou aos fundamentos do Vaticano II, citando a famosa fórmula introdutória da Gaudium et Spes: “As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos os que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo”.
Atento aos sinais dos tempos, o Papa evoca a questão da adaptação às “questões existenciais do homem de hoje, especialmente das novas gerações, prestando atenção à sua linguagem”, e leva em conta a existência de universos culturais extremamente diferentes; “Em uma mesma cidade, existem vários imaginários coletivos que configuram ‘diferentes cidades’”. O Papa insiste na consideração das “tribos”, que se reúnem por afinidades, das megalópoles: “Se continuarmos apenas com os parâmetros da ‘cultura de sempre’, fundamentalmente uma cultura de base rural, o resultado acabará anulando a força do Espírito Santo. Deus está em toda a parte: há que saber descobri-lo para poder anunciá-lo no idioma dessa cultura; e cada realidade, cada idioma tem um ritmo diferente”. Encontramos aqui a paixão jesuíta pela inculturação.
De acordo com o Papa Francisco, a missão é uma tensão permanente: “Não existe o discipulado missionário estático. O discípulo missionário não pode possuir-se a si mesmo; a sua imanência está em tensão para a transcendência do discipulado e para a transcendência da missão. Não admite a auto-referencialidade: ou refere-se a Jesus Cristo ou refere-se às pessoas a quem deve levar o anúncio dele. Sujeito que se transcende. Sujeito projetado para o encontro: o encontro com o Mestre (que nos unge discípulos) e o encontro com os homens que esperam o anúncio. (…) No anúncio evangélico, falar de ‘periferias existenciais’ descentraliza e, habitualmente, temos medo de sair do centro. O discípulo-missionário é um ‘descentrado’: o centro é Jesus Cristo, que convoca e envia. O discípulo é enviado para as periferias existenciais”.
Para além da sua crítica sobre o medo “de deixar o centro”, o Papa questiona uma visão centrada no umbigo da Igreja católica: “Quando a Igreja se erige em ‘centro’, se funcionaliza e, pouco a pouco, se transforma em uma ONG. Então, a Igreja pretende ter luz própria e deixa de ser aquele ‘mysterium lunae’ de que nos falavam os Santos Padres. Torna-se cada vez mais auto-referencial, e se enfraquece a sua necessidade de ser missionária. De ‘Instituição’ se transforma em ‘Obra’. Deixa de ser Esposa, para acabar sendo Administradora; de Servidora se transforma em ‘Controladora’. Aparecida quer uma Igreja Esposa, Mãe, Servidora, mais facilitadora da fé que controladora da fé”. A Igreja não é uma aduana, já disse em outra ocasião.
5. Aprender uma cultura da pobreza, da ternura e do encontro
Encontramos aqui as manias de Jorge Mario Bergoglio, que cutuca as “pastorais ‘distantes’, pastorais disciplinares que privilegiam os princípios, as condutas, os procedimentos organizacionais… obviamente sem proximidade, sem ternura, nem carinho. Ignora-se a ‘revolução da ternura’, que provocou a encarnação do Verbo. Há pastorais estruturadas com tal dose de distância que são incapazes de atingir o encontro: encontro com Jesus Cristo, encontro com os irmãos. Deste tipo de pastoral podemos, no máximo, esperar uma dimensão de proselitismo, mas nunca levam a alcançar a inserção nem a pertença eclesiais”.
Neste contexto, a conversão pastoral cabe ao próprio bispo, que deve ser um modelo: “Os Bispos devem ser Pastores, próximos das pessoas, pais e irmãos, com grande mansidão: pacientes e misericordiosos. Homens que amem a pobreza, quer a pobreza interior como liberdade diante do Senhor, quer a pobreza exterior como simplicidade e austeridade de vida. Homens que não tenham ‘psicologia de príncipes’. Homens que não sejam ambiciosos e que sejam esposos de uma Igreja sem viver na expectativa de outra”. O Papa mencionou claramente o carreirismo daqueles que buscam uma “promoção” para dioceses de maior prestígio.
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Tv Franciscanos - Especial Santa Clara de Assis - Clarissas
Santa Clara nasceu em Assis, em 1194. Aos 18 de março de 1212, saiu de casa e se consagrou a Deus na igrejinha de Nossa Senhora dos Anjos, a Porciúncula. De 1212 até a sua morte, aos 11 de agosto de 1253, viveu no silêncio e no retraimento da clausura de São Damião.
Com a celebração dos 800 anos de fundação do carisma clariano, em 2012, muito se falou e destacou a personalidade forte de Santa Clara de Assis, com base em documentos recuperados no século XX, que mostram a figura ímpar desta seguidora de São Francisco de Assis na história da Igreja.
Hoje, já não dá mais para sequer pensar que Santa Clara foi inteiramente dependente de São Francisco. O frade capuchinho Frei José Carlos Pedroso, em entrevista a este site, explica o significado da “plantinha de São Francisco”, que gerou uma leitura equivocada desta grande mulher. “Trata-se de uma leitura desajeitada. Costumam entender que ela seria como um vaso querido de São Francisco, que ele punha na janela e regava todo dia. Seria uma criança. Mas quem conhece os textos das Fontes sabe que plantinha, em latim plântula, é o que nós chamamos de muda. Quando um mosteiro fundava outro, o fundador era chamado de plantador e o fundado era a muda, ou plantinha, porque nos primeiros tempos dependia dos cuidados do outro. Nas suas biografias, São Francisco é chamado de plantador da Ordem dos Menores. A Ordem de Santa Clara também foi plantada por ele. Uma das coisas que surpreendem em Santa Clara é que, depois de ser obrigada a seguir a regra de São Bento, a regra de Hugolino e a regra de Inocêncio IV, ela pôde finalmente fazer a dela. É notável a sua maneira de ser livre”, explica Frei José Carlos.
Segundo o Dicionário Franciscano, os elementos fundamentais do novo estilo de vida estão sintetizados na Bula de aprovação da Regra de Santa Clara que fala da união dos espíritos e da altíssima pobreza, como também da vontade de viverem juntas na clausura. Estamos diante de aspectos exteriores de uma realidade interior centralizada no amor do pobre Crucificado.
“Sem sombra de dúvida a pedra angular de todo o edifício religioso, de toda a vida espiritual de Clara e de suas irmãs é estarem ligadas com afeto pessoal a Jesus Cristo, amor esse ardente e apaixonado. Por causa de Cristo, perto de Cristo, junto de Cristo se realizam todas as suas experiências e se constrói sua vida em sua totalidade”.
Neste Especial por ocasião desta festa franciscana no dia 11 de agosto, apresentamos subsídios para conhecer melhor essa gigante “plantinha” que o carisma franciscano produziu.
FONTE: http://www.franciscanos.org.br/?p=43031#sthash.1fBtDknR.dpuf
Irmãs: Luzia, Leideana e Sara estiveram presentes na JMJ
Nós, Irmãs Luzia Benedita Fioco e Leideana Sara Gonçalves, estivemos presentes na JMJ - Rio de Janeiro, de 26 a 28 de julho de 2013, representando a Província São José.
Participamos da Vigília, da Celebração Eucarística de Encerramento e do Solene Envio que o Papa Francisco fez para toda a juventude.
Momento único nas vidas de todas as pessoas ali presentes. Apesar da grande multidão, tivemos a oportunidade de conhecer e compartilhar das mesmas esperanças e da fé com outras pessoas de etnias diferentes, mas irmanadas pelo amor a Cristo e à sua Igreja, experienciando assim a sonhada profecia de Isaías: a unidade de
todos os povos.Nos rostos cansados de todos os presentes, o amor e a fé falavam mais alto. Jovens que não se importavam com o cansaço devido à falta de acomodações para tanta gente e que deixaram o conforto de suas casas e países.
Foi lindo sentir, ver a união de todos na busca de um único objetivo: “Juntos por Jesus Cristo”! e também para aprender com o Papa Francisco.
Celebramos uma imensa Festa no Banquete da Mesa da Vida. A música alegrava ainda mais os corações sedentos de um olhar e de um aceno do nosso estimado e carismático Papa Francisco.
Em louvor de Cristo. Amém!
Participamos da Vigília, da Celebração Eucarística de Encerramento e do Solene Envio que o Papa Francisco fez para toda a juventude.
Momento único nas vidas de todas as pessoas ali presentes. Apesar da grande multidão, tivemos a oportunidade de conhecer e compartilhar das mesmas esperanças e da fé com outras pessoas de etnias diferentes, mas irmanadas pelo amor a Cristo e à sua Igreja, experienciando assim a sonhada profecia de Isaías: a unidade de
todos os povos.Nos rostos cansados de todos os presentes, o amor e a fé falavam mais alto. Jovens que não se importavam com o cansaço devido à falta de acomodações para tanta gente e que deixaram o conforto de suas casas e países.Foi lindo sentir, ver a união de todos na busca de um único objetivo: “Juntos por Jesus Cristo”! e também para aprender com o Papa Francisco.
Celebramos uma imensa Festa no Banquete da Mesa da Vida. A música alegrava ainda mais os corações sedentos de um olhar e de um aceno do nosso estimado e carismático Papa Francisco.Em louvor de Cristo. Amém!
terça-feira, 6 de agosto de 2013
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
terça-feira, 23 de julho de 2013
"Papa Francisco também é romeiro de Aparecida", diz Dom Darci José
Redação Portal A12
O
bispo auxiliar de Aparecida, Dom Darci José Nicioli, celebrou a Santa
Missa das 8h00 no Santuário Nacional na manhã deste domingo (21). Em sua
homilia, o bispo deu graças pela Jornada Mundial da Juventude, que terá
início na próxima terça-feira no Rio de Janeiro (RJ). O evento contará
com a presença do Papa Francisco, que também passará pela cidade de
Aparecida (SP) onde celebrará a Eucaristia, na quarta-feira (24), às
10h30. “Papa Francisco também é romeiro de Aparecida, como vocês meus
irmãos”, disse Dom Darci.
Comentando o evangelho do dia, Lc 10, 38-42,
Dom Darci orientou que devemos acolher bem o Santo Padre, assim como
Maria acolheu Jesus em sua casa. “A Palavra de hoje nos envia que o
caminho é hospedar Deus em nossa vida, e nos mostra como acolhê-lo” (…) O
Papa se fez romeiro, vem consagrar o seu Ministério Petrino à Mãe de
Deus. Acolhamos, pois, Francisco, quem vem em nome do Senhor!”,
alegrou-se o celebrante.
Adveniat – A
celebração da manhã contou com a presença de 20 teólogos alemães da
Adveniat, organização criada em 1961 pela Conferência Episcopal da
Alemanha com o objetivo de arrecadar fundos para a América Latina.
Durante a acolhida, Dom Darci José
agradeceu a presença dos teólogos dizendo: “A Adveniat congrega os
alemães católicos, que não pensam só em si, mas que dividem para que
outros conheçam Jesus Cristo. A Igreja do Brasil também é muito
agradecida à missão da Adveniat”.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
domingo, 14 de abril de 2013
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Cristo presente no interior do Homem e da Mulher
Cristo mora no coração daquele que crê.
Isso diz Cristo a Maria lá no jardim da
ressurreição!
Mulher,
tu choras? A quem procuras? Tu possuis aquele que buscas e o ignoras? Tu o
tens, e tu choras? Tu o buscas fora, mas Ele está dentro. Tu te postas de pé
fora do túmulo, chorando, por quê? Onde eu estou? Estou em ti. É lá que eu
descanso, não morto, mas o eterno vivo. Tu és o meu jardim. Não te enganaste me
designando como jardineiro. Como segundo Adão, cuido também de um paraíso.
Minha tarefa? Trabalhar, cuidar de tua alma neste jardim, tua alma, fazer
crescer colheitas de desejos.
Mas
como? Tu me possuis em ti e ignoras? Por isso estás me procurando fora. Aqui estou!
Apareço a ti do lado de fora para te conduzir ao interior. É dentro de ti que
me encontrarás...
Maria,
conheço-te pelo nome; aprende a me conhecer pela fé... Não me toques, porque
ainda não subi a meu Pai. Tu ainda não crês que eu sou igual, coeterno,
consubstancial ao Pai? Se assim acreditares não precisarás me tocar.
Dize-me,
o que existe de mais próximo para alguém do que seu coração? Os que me acham e
no coração que me encontram: ali é meu domicílio.
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